São João Batista do Glória, é uma cidade mineira com pouco mais de 7 mil habitantes, e fica localizada em região montanhosa da Serra da Canastra. Segundo o Comtur, SJBG tem aproximadamente 130 cachoeiras, e
fica próxima a Usina de Furnas. De SP, é bem longe uns, 430 km, mas isso não foi o problema, e sim a solução para que Eu, Renato, Priscila, Marcão e Julinha definissem esse lugar para nos aventurar. A Pri deu idéia de Paraíso Perdido e acabamos indo para SJBG, isso foi em 2004. Partimos de SP em direção à Cidade do Carmo, onde nos hospedamos na casa da tia da Pri, fomos muito bem recebidos, comidinha,cafézinho, um passeio na cidade, e
visitamos a serra da tormenta, nossa aventura começou já no primeiro dia de chegada, subimos até o topo da serra e avistamos um pôr do sol maravilhoso, tentei me comunicar espiritualmente com a Manoela do topo, mas não obtive sucesso, visitamos uma igreja e voltamos para dormir. Dia seguinte seguimos em direção a SJBG. Demorou para chegar, pegamos uma estrada próxima a Furnas, de terra, andamos uns 20 ou 30 KM, no máximo a uns 30 km/h, pelo menos naquela época a estradinha era bem zuada, hoje não sei se melhorou, tomara que não, se não
perde o encanto e a emoção... a vista é deslumbrante e paramos diversas vezes para tirar fotos. Demoramos umas 2 horas para chegar, enfim, ao camping escolhido. No camping, não tinha muita estrutura, e adoramos isso, luz, apenas no refeitório e no banheiro, sem luxo mas tudo bem organizado, comida só do camping, não existe nada para se comprar perto, celular, nem pensar, nem se quer um sinal, isolamento total. No fundo do camping passava um rio, limpo, cristalino, onde nos refrescamos algumas vezes, e
decidimos montar a barraca ali mesmo. Levei minhas duas barracas, uma dormiu só o Renato, na outra eu e o Marcão, e as moças, Pri e Julinha, em outra barraca. Montamos rapidinho, descansamos um pouco, e nos preparamos, para não perder tempo, para a aventura. Decidimos
desbravar o local, fomos primeiramente do outro lado do rio, perto do camping mesmo, andamos por uma trilha alguns minutos e encontramos algumas pedras para subir, até ai não tinha nada de água ou cachoeira, mas seguimos em frente. A Pri, tomou um tombinho na trilha, e machucou o joelho um pouco, nada grave, uma raladinha, e em homenagem a ela, fizemos um montinho de pedras para comemorar o seu primeiro rola
, andamos mais um pouco e não demorou para acharmos um lugar para refrescar. No começo estávamos com medo, não sabia se era fundo, se tinha pedras, mas antes de confirmarmos isso a Pri já pulou na água, e daí todos entraram mais tranquilos..hehhe...sempe ela. Foi muito bom, a
água não era gelada, o sol estava de rachar, tinha umas quedinhas de água do lado, e foi mto bom, e detalhe, só tinha a gente naquele mundão de morros, rios, cachoeiras, e pedras. Incrível, parecia que havíamos fechado o lugar, doi difícil encontrar gente por lá. Depois dessa primeira aventura, voltamos para a pousada, descansamos, comemos, aliás, foi o que mais fizemos por lá, tinha de tudo, no café, no almoço, na janta, acho que
engordamos muito naquele feriado de novembro. Depois do lanchinho decidimos visitar uma cachoeira que avistamos quando estávamos chegando, lá, pela primeira vez encotramos pessoas. Era uma cachoeira em uma reserva particular, e tivemos que pagar para visitá-la, mas era miséria...e então começamos a subir até o topo da queda. No começo da trilha nos deparamos com uma placa dizendo para não jogarmos "OBIJETO"....e registramos isso. A subida não era tão difícil, mas deu para cansar, tinha lugares que nao se tinha segurança, era vc berando o morro, e o abismo ao lado, um pouco perigoso por essa falha de segurança, mas tirando esse CAIU MORREU, fomos
subindo tranquilamente, algumas paradas para apreciar a vista, beber uma água, curtir o visual, respirar um ar puro foram
impressindíveis. Não parecia que era tão alto assim, olhando debaixo, parecia que iria ser rápido a caminhada, mas não foi não, mas valeu a pena. Chegamos ao topo e podemos apreciar o rio antes da queda, parecia uma pintura, um espelho, montanhas gigantescas em volta e uma água cristalina, e essa foi mais uma parada para nos refrescarmos. Decidimos daí seguir o rio, sem rumo mesmo, até ai tranquilo, chegamos em um ponto que tinha uma galera acampada no meio do nada mesmo, achamos estranho, tinha até carro lá em cima, mas o momento marcante de toda a aventura estava apenas começando. Decidimos voltar beirando o
rio, tínhamos, pela nossa intuição e ótima noção de localização, que esse rio da cachoeira, era o mesmo que passava pelo camping, mas não estávamos perto do camping para ter toda essa certeza, mas decidimos seguir em frente, e estava decidido, voltaremos para o camping somente pelo rio. Ótimo, eu e pri fechado, marcão deu Ok, julinha deu Ok, mas , adivinhe, um amigo nosso, mais especificamente chamado Renato, desrespeitando todos os princípios de equipe e união, decidiu não ir pelo rio, ou seja, ficou com medinho, insistimos, para ficarmos todos juntos, mas o cara, com aquele tamanho todo, arregou, ficou com medo, então como a maioria decidi fomos pelo rio, mas o caranão foi de jeito nenhum, e decidiu ir pela estrada, e assim ficou, fomos pelo rio, passamos por um momento crítico que tinha que atravessar para o outro lado da margem, e que novamente a pri, se jogou na água e atravessou primeiro, heheh, seguimos pela margem, passamos em fazendas, alguns trechos de mata alta, até que em um ponto alto, avistamos a estrada e o corajoso do Renato lá...sózinho...hehe...foi mto divertido, começamos a gritar o nome dele e ele pode nos avistar no meio do mato, por fim, deu tudo certo, chegamos no camping, primeiro que ele ainda, e foi uma aventura e tanto. Depois dessa foi só descanso no rio perto do camping, comida, chá feito com ervas de uma maneira original, esquentando as pedras do rio e jogando dentro de uma caldeira...nossa, que doido, e infelizmente como tudo que é bom dura pouco, retornamos para SP, para a realidade da selva de pedra, mas até hoje essa viagem é recordada, e ainda temos esperança de voltar e reviver tudo isso.

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